domingo, 10 de julho de 2011

Crítica: Born This Way - Lady Gaga

Pois é, demorou mais do que eu pretendia, mas finalmente saiu. Esse foi um dos primeiro álbuns que eu ouvi e gostei de primeira. Mas como não gosta? E você não precisa ser fã de Pop para isso, basta gostar de música. Talvez o maior sucesso desse álbum deva-se a quão pessoal ele é. É possível sentir cada palavra cantada e ver o sentimento que foi posto nele. Mas sem enrolar, vou a minha crítica pessoa as músicas e ao cd em si.

1- Marry the nigth

Que vocais. Essa foi minha primeira impressão. Ao ouvir mais vezes é possível notar o instrumental da música, uma mistura com bastante referência ao pop dos anos 80-90 e batidas eletrônicas aos sons metálicos. Aqui Lady gaga se casa com a noite ao som da marcha nupcial. Sem dúvida um potencial single. Nota: 10

2- Born This Way

O carro chefo do cd que leva o mesmo nome. Apesar de fazer meses que a música saiu, continua sendo minha favorita. A letra é forte e fala a respeito de ser você mesmo e amar aquilo que você se tornou. Prometeu ser o novo hino gay. Discordo. É o hino de toda geração que busca por um mundo igualitário e sem preconceitos: “No matter gay, straight, or bi, lesbian, transgendered life, I'm on the right track baby, I was born to survive. No matter black, white or beige, chola or orient made, I'm on the right track baby, I was born to be brave. Até tentaram rebaixar a música a uma cópia. Gaga, assim como muitas outras se inspiram em Madonna e nunca negou isso, mas copiá-la? “Muita gente quer vê-la desabando do seu pedestal atualmente inalcançável”. Nota: 10

3- Govenrment Hooker

Gosto dessa música pelo seu ritmo totalmente diferente. E mas uma vez ela não perdoa na letra e faz críticas as mulheres que “trabalham” para os governadores e de seu fim trágico: “I`m gonna drink my tears tonight”. Fora o “Put your hands on me, John F. Kennedy. Nota: 10.

4- Judas

Essa é definitavemente uma das piores músicas do cd. Não por ser ruim, pelo contrário, mas por não ter nada a ver com a proposta do cd. Ela deveria ter ficado no “the fame”. A volta das letras grudentas e sem sentido não cabe aqui. Nota: 6,0

5- Americano

A primeira vez que eu ouvi, eu ri, afinal a música é divertidíssima. Mas o “primo pobre de Alejandro” não faz feio. A letra é diferente, original e genial. Foi uma crítica de Lady gaga ao péssimo tratamento americano dado aos imigrantes. Já estudei “a história da America latina” e é perceptível a importância dessas pessoas ao país do tio Obama. Don't you try to catch me, I'm living on the edge of, The law, law, law, law.Nota: 10

6- Hair

Essa música assim como “born this way” fala a respeito da proposta do álbum. Diferente da primeira, essa é um grito de socorro. Muitos pensam que os homossexuais só querem aparecer, mas esquecem o quanto eles sofrem para aceitar quem são. E a sociedade não ajuda. É pedir demais andam pelas ruas sem serem julgados ou agredidos? No fim das contas todos nós só queremos viver nossas vidas e ser livres: “I Just wanna be free, i Just wanna be me” . Nota: 10

7- SheiBe

Outra faixa marcante do cd. Preciso admitir que me incomoda o fato de repetir tanto a frase em alemão, mas isso não tira nem um pouco o mérito da faixa. Ela nem precisa de Remix, é só tocar a original mesmo. A letra é uma crítica ao machismo que persiste em nossa sociedade. Mostra a feminilidade de Lady gaga da melhor forma possível e provavelmente será o próximo single. Nota: 10

8- Bloody Mary

Começa como uma música tema de filme de terror, mas não demora para mostrar sua verdadeira natureza. A primeira balada do cd. Fico impressionado com os detalhes, tanto na letra como na música em si. A letra fala de amor em misto de realidade e fantasia. É possível não sentir o que ela sentiu quando ela grita “Love”. Mas não apostaria nela como single. Nota: 9,5

9- Black Jesus Amen Fashion

Para mim o ponto fraco do cd. Voltamos a referência dos anos 80-90 e de sua notável paixão pela moda. Mas como não poderia ficar de fora, ela critica a sociedade e toda sua hipocrisia quando fala “Jesus is the new Black”. Nota: 8,5

10- Bad kids

Aqui eu ouço Madonna e isso nem de longe é uma crítica. Afinal ser comparada a maior estrela que o pop já teve é uma honra. Lady gaga fez essa letra através de declarações de seus fã e fez um excelente trabalho. Todos nós já erramos e fomos julgados por isso, mas: “We Don`t care what people say, we know the truth, enough is enough of this horse shit, i am not a freak, i was Born with freedom, don`t tell me I can`t have my freedom”. Nota: 9,2

11- Fashion of this love

Mas uma vez Gaga mostra seu amor pela arte e por McQueen. Seria um erro criticar essa música, pois ela é bastante pessoal e só a própria pode julgar. E como disseram: “música feita para curtir e não para pensar”. Nota: 7,5

12- Highway Unicorn (Road to Love)

Outra música pessoal, mas desta vez para si mesma. Uma das minhas favoritas e seu final é fantástico. A repetição aqui não incomoda de modo algum. Com uma batida crescente e um forte refrão essa música cativa qualquer um. Nota: 9,8

13- Heavy metal Love

Não gosto da música e nem sei por que ela está aqui. Sempre passo por ela quando ouço o cd e até para ouvir-la e fazer essa crítica, me doeu um pouco. Posso elogiar a produção da música em si, mas a repetição, a letra, tudo me incomoda. Nota: 5,0

14- Electric Chapel

Uma bela mistura de Rock e pop. Aqui gaga ensina a amar sem medo de nada e a música ganha pontos por isso. Continua não sendo uma das minhas favoritas, mas jamais deixaria meus gostos atrapalhar em meu julgamento. Nota: 10

15- The Queen

O álbum a parti daqui volta com tudo e só fica melhor. Essa música é boa de todas as formas. Adoro músicas que param e voltam diferentes e essa faz um excelente trabalho. Uma dedicação honesta para seus fãns que se sentem muitas vezes reprimidos pela sociedade. Acho difícil virar single, mas ficaria muito feliz se acontecesse. Nota: 10

16- You and I

Palavras não seriam o bastante para descrever essa música. Produção, letra, arranjo, uma sincronia perfeita. Ela nem precisa torná-la single, mas tem a obrigação de fazer um clipe. Uma música obrigatória em seus shows e que se adéqua a qualquer apresentação. Gosto também principalmente devido ao lado pessoal que a musica me traz. Aliais, o ponto forte do cd é justamente esse. As músicas fazem você pensar e o remete a diversas lembranças de seu passado. A música foi criada com esse propósito e é uma pena que muitas pessoas tenham se esquecido disso. Nota: 10

17- Edge of Glory

Essa música deveria ser o carro chefe do cd. Não há tristeza que essa música não leve embora e são incríveis os detalhes de cada batida. A volta do saxofone não fez nenhum mal e deveria ser usado mais vezes. Pensando bem, não haveria melhor forma de terminar o cd, se não com essa música para terminar com a alma lavada. Nota: 10

Veredito:

O cd definitivamente não é perfeito, mas é de longe o melhor que já ouvi. Tem seus pontos fracos que não compromete em nada o resultado final. Lady Gaga prometeu seu melhor trabalho e não nos deu só isso, mas o melhor cd dessa década e que dificilmente vai ser esquecido com o tempo. Nota Final: 9,7


quinta-feira, 28 de abril de 2011

A onda do remix feat parceria


Parece que o mundo musical encontrou uma nova maneira de fazer suas músicas fazerem sucesso e/ou durarem mais. E que parecia uma proposta bem simples acabou se tornando algo natural e até necessário para garantir um melhor desempenho da música.

A onda do remix feat parceria funciona assim. Um artista lança seu single (música de trabalho) e espera seu desempenho. Caso ela não atinja o esperado, o artista lança um remix da mesma. Até aí nenhuma novidade, visto que todos os single recebem remix. A diferença é que agora o remix conta com alguma participação que da uma cara totalmente nova a música, tornando-a muitas vezes superior a original. E seu efeito tem sempre sido positivo. Vamos a alguns exemplos:


Katy Perry ft Kanye West

E.T já ia bem nas paradas americanas, mas dificilmente pegaria um primeiro. A música, venhamos e convenhamos, era chatinha e por ser o 4° single já esta bem batida. O que fazer? Remix ft parceria. E foi assim que lançou um remix da música com parceria do rapper Kanye West. O remix deu uma nova roupagem a música e apesar de continuar chata para mim, ficou melhor que a original. Resultado? A música pulou direto para primeiro e lá ficou, quebrando recordes para sua dona (4° primeiro consecutivo de um mesmo álbum). Caiu na semana passada para uma música que usou a mesma estratégia e falaremos dela agora.

Rihanna feat Britney

S&M é ótima, mas carregava o mesmo peso de E.T. Já estava batida. Mas isso não a impediu ter ótimas posições na Billboard e manter uma boa estabilidade nela. Mas era pouco. Todos queria um desejado 1 lugar. O que fazer? Remix feat parceria. Mas Rihanna foi mais ambiciosa e chamou ninguém menos que a “eterna” princesa do pop, Britney Spears. Para mim a música ficou ótima e os gemidos e gaguejos de Britney só contribuíram para música. Resultado? A musica atingiu o tão sonhado 1 lugar, tirando o já mencionado E.T do topo. Triste mesmo é que não vão fazer um clip, o que seria ótimo de se ver.

Britney feat Kesha feat Nicki Minaj

O que fazer quando uma parceria não é suficiente. Chama duas ué. Foi que Britney fez. “Till the Word ends” é ótima e merecia um primeiro há muito tempo. Talvez por isso resolveram pegar pesado e chamar duas influentes artista. Ke$ha, que apesar de não possuir qualquer qualidade musical, é uma ótima fazedora de hits, inclusive foi ela que escreveu “Till the word ends” para Britney, e Nicki é reconhecida internacionalmente, além de ser uma excelente artista. Resultado? Sinceramente, eu não gostei da versão remix. Prefiro a original. Quanto ao 1 lugar ainda é cedo para falar, pois a música foi lançada recentemente. Mas com certeza ela subira muitos degraus.

O que vem por aí?

Parece que essa história remix ft parceria ainda vai dar muito que falr. Recentemente surgiram rumores que Shakira faria participação que Jlo em um remix para seu Novo Single, Rabioasa e até que Britney Spears (sim, ela de novo) já estaria combinado com Katy Perry uma parceria remix para seu novo single (provavelmente “I wanna go” ).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Briga de gigantes: Born This Way x Hold It Against Me

As duas músicas mais esperadas do ano saíram. Valeu a espera? Eu diria que sim. Musicalmente elas parecem pertencer a mundos diferentes, apesar de ambas serem pop.



“Hold It agaisnt me” de Britney Spears foi lançada oficialmente na terça (apesar de ter sido vazada na segunda) e quebrou vários recordes. Foi a músicas mais vezes tocadas em rádios, estreou direto em 1° na maior parada do mundo (a Billboard) e ganhou o respeito dos críticos. A música foi claramente feita para as pistas de danças, possui uma letra fácil e um refrão “bom” de se ouvir. Dispensaram os auto tunes (nem tanto), o que deixou a voz dela mais “natural”. A letra não foge do que vemos por aí em outras artistas, mas o diferencial está na qualidade da música. O refrão, os efeitos, o Stop break, tudo soa natural. Em meio a tanto lixo que se tem lançado com o nome de música, “Hold It against me” consegue se destacar e conseguir seu espaço.




Lady Gaga foi o nome de 2010. Quando anunciou, no Vma de 2010, que seu single estava próximo e se chamaria “Born this way”, o mundo pop foi a loucura. Amantes e Haters esperaram ansiosamente pelo dia 11/02/11. A própria Gaga gerou expectativa dizendo que essa seria sua melhor música e o novo hino pop. A música lançou e em um dia quebrou os recordes de “Hiam”. Mas então veio as comparações com a anciã do Pop. Vou deixar clara a minha opinião afirmando que não acho “Btw” parecido com “Express yourself” da Madonna. O fato de ambas falarem durante a música não a torna um plágio. Dessa forma, todas as músicas seriam cópias de outras músicas. A própria “express yourself” é uma cópia da música “respect yourself” da banda Staple Singers. Mas como naquela época a mídia não existia, é como se tudo que Madonna tivesse feito fosse original e tudo que veio depois se tornou cópia. Madonna copiou e copiou muito de artistas que não eram conhecidos. Mas não vou me prender a isso, que não vem ao caso. O fato é que “Born this way” é indescritível. É uma musica que você senta no sofá e escuta para relaxar ou dança sem parar na balada. Soa como algo dos anos 90, mas ao mesmo tempo tão moderna. Madonna, mesmo sem eu gostar, é rainha de pop por tudo que ela fez ao gênero e apesar de dizerem que Katy Perry, Rihanna , Britney, entre outras, são a nova rainha, enquanto Madonna existir, isso não ocorrerá. Mas se Madonna morresse hoje (não estou desejando isso), esse trono seria de Lady Gaga.

Quesito letra

“Hold It against me” é igual a qualquer outra música pop e peca por isso. “Born this way” fala sobre você ser você mesmo, denuncia a homofobia com uma letra profunda. Em meio a músicas que se baseiam em colocar glitter nos seus olhos escovar seus dentes com uma garrafa de Jack, “born this way” foge bem disso. Ponto para Gaga.

Quesito sonoridade

Btw soa estranha no inicio. É preciso escutar algumas vezes para gostar ou entender. Hiam é viciante desde da primeira vez. Ponto para Britney

Quesito qualidade

Seria injusto predizer um vencedor. As duas, para suas propostas, são igualmente boas. Empate.

Quesito Longitividade

“Hiam” empolga de cara, mas enjoa com o tempo. Btw soa estranho, mas logo lhe cativa. Provavelmente tocará até 2012 e será lembrado por anos (a exemplo de Bad Romance).

Veredito

Na briga de gigantes, parece que Gaga saiu na frente. Recetemente ganhou 3 grammys com um cd relançado (fame monster). Imagine o estrago que fará com esse? Sem contar que no quesito divulgação, gaga sempre sabe o que fazer. Faz mais de 1 mês que “Hiam” foi lançada e não tivemos se quer uma apresentação ou clip. “Btw” já apareceu no Grammy e com certeza não parará por aí!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Portáteis de "Peso"


Eu falo muito pouco sobre games aqui no blog. Apesar disso, quem me conhece, sabe do meu “carinho” por tecnologia. Há muito tempo estou para falar do novo portátil da Nintendo que mesmo antes de ser lançado já esta fazendo muito barulho mundo afora. Mas preferi esperar o lançamento de outra grande gigante, a Sony, e seu novo Psp, para que assim eu pudesse fazer uma comparação. Pois bem, ambos não foram lançados, mas foram anunciados e já se sabe o bastante para criar uma primeira impressão.

A Sony sempre foi muito elogiada pelos seus Notebooks, aparelhos de Dvd e televisores, mas nunca se encontrou em outros ramos, como os de games e o de música. Nunca foi capaz de criar um mp3 decente ou um portátil que valesse a pena comprar. Esses mercados acabaram dominados pela Nintendo e pela Apple, respectivamente. O grande passo para tentar ficar com uma parte do bolo que a Nintendo criou veio com seu Portátil, o Psp. Não que ele seja de todo mal, mas quando comparamos o que tem no mercado, ele simplesmente não se destaca por nada. A Nintendo foi mais ousada e apesar de ter um Hardware(leia-se processador) menos potente, foi capaz de inovar com uma tela de toque, acelerômetros e microfone, que faziam de seus jogos uma experiência única. O resultado é que o Psp não teve vendas medíocres, mas comparadas ao Ds, foi uma surra e tanto. Mas foi o primeiro portátil de games da Sony, e era de se esperar que ela aprendesse com seus erros. Admito que até criei expectativas, mas ao ser anunciado o novo Psp, foi provado o que eu já tinha em mente a muito tempo. A Sony não tem qualquer criatividade. Pelo menos ela teve a decência de não copiar, o que foi pior.

Nintendo 3ds

Todos estavam esperando para ver o que a Nintendo ia aprontar para o sucessor do Ds e ela não deixou os fãs decepcionados. Seu novo portátil tem gráficos lindos, uma line-up (jogos a serem lançados) inicial fantástica e capacidade de produzir jogos em 3d sem a necessidade de óculos. Fora tirar fotos e fazer vídeos em 3d e futuramente assistir filmes direto do portátil. Sem contar que ele é compatível com seu antecessor, que tem uma biblioteca incrível. Isso é o que sabemos até agora.

Psp 2, ou melhor, Next Generation Portable (NGP)



Em questão de designe, o aparelho não oferece mudanças, apenas acrescentaram uma outra alavanca analógica e a tela agora é de 5’, o que o torna algo impossível de se carregar no bolso. Acho que esqueceram de avisar a Sony de que se tratando de um portátil, ele deveria ser portátil. Criaram outra mídia (New Game Mídia), sendo impossível jogar jogos do antigo Psp, apenas comprando pela Playtation Network – internet da Sony (uma forma de ganhar mais dinheiro). Inovação? Apenas gráficos melhores. O que mais? Nada. Segundo a própria Sony ele será capaz de rodar jogos a nível do Ps3, mas eles esqueceram que se tratando de um portátil, esses gráficos só são perceptíveis em uma tela de pelo menos 42 polegadas. Fora que isso deixará o portátil caríssimo e se tratando de lançamento, talvez mais caro que o Ps3 Slim. O que você compraria? Sem esquecer que ele tem Gps, algo inútil que só servirá para deixar o console mais caro. Para não só criticar, gostei da tela ser OLED, pois tem um nível de contraste maior que as de LCDS comuns e um grau de visão mais amplo e seu touch screen traseiro que pode ser bem aproveitado nas mãos certas.

Veredicto

O público alvo de quem joga portátil é, em sua maioria, crianças de 13 anos, que não se importam se os gráficos vão ser em Hd. Elas querem se diverti. Então, se você fosse uma criança de 13 anos, o que lhe chamaria a atenção? Gráficos melhores(muitas vezes imperceptível, já que a tela é bem menor) ou a possibilidade de joga-los em 3D?

Não preciso dizer qual achei melhor, pois ficou óbvio. A Sony mais uma vez mostrou a sua total falta de criatividade e mostrou não ter a humildade de aprender com seus erros. A Nintendo fez uma aposta arriscada, pois ninguém realmente sabe se o 3d funciona tão bem como eles dizem, mas se de fato funcionar, eu não tenho dúvidas que será mais uma geração vencida pela Nintendo. Outro ponto é se tratando de preço e data de lançamento. O 3ds saí em fevereiro no Japão e em março no resto do mundo(custando 250,00 dólares). O Psp 2 só sai em dezembro. Até lá o 3ds já estará com trilhões de títulos e um preço mais em conta, enquanto que o Psp 2 estará com um preço salgado e sem qualquer atributo que o torne único. Parece que a pisa que a Sony levou do Wii(ps3) e Ds / Dsi (psp / psp go) não lhe ensinaram nada e ela não aprendeu que não é o potencial gráfico que se faz o vencedor. O Ds e o Wii estão aí para provar isso!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nada como um bom seriado - Parte 3, O mais dramático deles.


Skins é um grande sucesso britânico. Em Janeiro a série estreia o seu quinto ano. A cada duas temporadas o elenco é todo renovado, sendo assim, no mês que vem teremos uma nova geração de personagens e outras histórias. Além disto, estreia também no próximo mês, a versão americana de Skins. Ou seja, a série chega em sua quinta temporada, ganha uma adaptação americana e deve estrear em breve nos cinemas. Se você ainda não conhece Skins, chegou o momento de conhecer.

Sexo, drogas e bla bla bla. Nada de novo, pelo menos no que diz respeito ao tema. Porém, na maneira de abordar? Quanta diferença. Pra começar, vamos esquecer o politicamente correto. Em ‘Skins’ não há julgamento, nem sermões, existem pessoas. Jovens, mais especificamente, e sua inerente vontade de viver. Provoca? Claro. Deve escandalizar muita gente. Mas nem por isso se torna vulgar. Na verdade é uma bonita história sobre a juventude e a amizade.

Que tal fugir do óbvio, do clichê e do caminho fácil? Por exemplo, o personagem principal das duas primeiras temporadas tem boas notas, é inteligente, é popular, é um bom amigo, atua e canta na peça do colégio (até parece algum personagem de Glee). Que garoto exemplar, você deve estar pensando. Sim, que garoto exemplar. Ele também transa com todo mundo, empresta a própria namorada pro amigo virgem, quer experimentar o amigo gay e consome droga e álcool de maneira desenfreada. Que menino prodígio. Lá pelas tantas, ele sofre um acidente. Eis que ‘o cara’ virou motivo de gozação: ‘Olha lá, ele ficou retardado!’, é o que ‘as pessoas normais e corretinhas’ exclamam. É neste momento que ele recebe o apoio e o amor incondicional de cada um de seus amigos marginalizados.

O grande mérito da série, é que ela não recorre ao caminho fácil (ou convencional) e toca na ferida de verdade, desenvolvendo o tema com profundidade. Aqui no Brasil, a teledramaturgia (principalmente a da Globo) se gaba do que chama de ‘merchan social’. Por exemplo, na ultima temporada de Malhação, foi introduzido um personagem que tinha problemas com drogas. Sua única função era servir de step para a divulgação da campanha anti-crack. Uma assistente social e o melhor amigo do rapaz (o Fiuk… eca), gastavam longos minutos com sermões que utilizavam praticamente o mesmo texto didático e ‘sem emoção’ dos comerciais. Todos os dias, o mesmo sermão, com as mesmas palavras, repetidos a exaustão. Depois de transmitida a mensagem, o personagem desaparece da trama e a novela retorna a normalidade. Não é o caso da série Skins. Aliás, sua intenção passa longe do merchan social. Sua pretensão é mais documental, uma espécie de reality sobre o estilo de vida do jovem britânico.

Além das drogas, temos a questão da sexualidade. Chega a ser irônico, um país ‘tão liberal’ como o Brasil ser tão careta quando o assunto é sexo. Segundo a nossa teledramaturgia, aqui os jovens não transam, bissexuais e lésbicas não existem e gays pertencem exclusivamente ao núcleo cômico e caricato da trama. Ah, e eles não se beijam nunca, claro. Em Skins, de novo, temos o oposto de tudo isso.

Não podemos ignorar as referências de Kids e Ken Park, mas Skins sai na frente. Sua intenção não é apenas chocar e escandalizar, se fosse assim, a fonte teria secado faz tempo. A grande surpresa é que por debaixo de todo este ‘auê’ a série traz uma mensagem que emociona de verdade.

O ritmo da narrativa é bem diferente daquele que costumamos ver nos seriados americanos; A trilha sonora é de primeira qualidade e cria todo o clima. Tá, ás vezes, aparece alguma trilha totalmente oposta ao estilo indie/rock/clássico da série, na intenção de tirar um sarro. Mas faz parte do seu charme. Uma das características marcantes da série é a linguagem. Cada episódio se foca na história de um personagem. O problema é que alguns personagens são mais cativantes do que outros. Deste modo, alguns episódios podem não ser tão interessantes, de acordo com seu grau de interesse no personagem.

Outra característica que chama a atenção, é a maneira como os adultos são retratados na série. Enquanto os protagonistas jovens são desenvolvidos em toda sua complexidade, os adultos mais parecem ‘mortos-vivos’ que vivem suas vidas sem nenhum sentido. São abordados de maneira boba, suas motivações são superficiais e seus discursos bem vazios. Esta abordagem é totalmente intencional. O contraste entre juventude e vida adulta fica evidente. Na série, enquanto os jovens vivem a vida a flor-da-pele (e à sua maneira), os adultos ficam apenas no discurso ensaiado, empurrando com a barriga.

Enfim, se você ainda não conhece esta série, saiba que ela é altamente recomendável. Já foram exibidas 4 temporadas, cada uma com uma média de oito episódios. Aproveitando que todas as séries estão de férias, dá pra fazer uma maratona fácil, fácil. E em janeiro, você poderá acompanhar as reviews semanais aqui no blog. Agora, se você já conhece a série, eu quero saber: Quais são as expectativas para a quinta temporada da versão original e para a estreia da versão americana? Heeein?

domingo, 31 de outubro de 2010

O verdadeiro significado do Halloween



A Origem Pagã


Halloween, ou como conhecido “dia das Bruxas, infelizmente é comemorado todo dia 31 de outubro principalmente pelas cranças de todo planeta, que são inocentes e nada sabe sobre o que está por trás disto. Nos Eua, até os adultos vão ao trabalho vestido a caráter. Fantasias de monstros, vampiros, caveiras, cultura essa que se infiltra no Brasil a cada ano. O que poucos sabem é o verdadeiro significado. A palavra “Halloween” significa “dia da colheita”, que nada mais é do que a celebração máxima de louvor ao Satan(por parte dos satanistas do mundo inteiro). O filme colheita maldita é, por exemplo, baseado no significado oculto da festa halloween. Isso seria uma forma de fazer com que as crianças cheguem até o satanás, pois é incentivado por professores e pais. Outro ponto é que, em 31 de outubro, é celebrado o sabbath no alto satanismo. Até 1517, o sabbath satânico era comemorado em todo 9 de março. Desde de então essa data mudou para 31 de outubro. VocÊ sabe o que ocorreu em 1517? Martin Lutero te lembra algo? Nesse dia, 31 de outubro de 1517, Lutero iniciou na Alemanha uma reforma da Igreja e publicou 95 teses denunciando a contaminação da Igreja Medieval. Lutero teve acesso as escrituras sagradas. Os cultos eram feitos em latim, para dificultar o entendimento do povo e somente os altos sacerdotes da Igreja podiam ler as escrituras Bíblicas. Lutero teria lido e publicado que só por meio da fé que se chegaria em Jesus Cristo, não por pagamento de indulgências à Igreja ou agoração as relíquias da Igraja na época. Lutero seria considerado um impecílio para Satanás que tinha a Igreja contaminada como ele queria. Como vingança, o alto satanismo passou a comemorar o Sabbath em 31 de outubro, no mesmo dia que Lutero publicou suas 95 teses.


Origem Católica


Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".


Hoje em dia


Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.

Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos "disfarces", muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.


A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade. Porém, não existe ligação dessa festa com o mal. Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflete a realidade pagã.

Acredite no que quiser, pois o importante não é a celebração em si, mas a sua intenção por trás dela. Se sua intenção é apenas se diverti, não precisa se preocupar se vai estar adorando ou não o “Satan”. Tudo isso é bullshit.


Bom Halloween!!!







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Crítica: Resident Evil: Afterlife



Ta, quando vi que a tradução do filme no Brasil iria ser Resident Evil 4: O recomeço, já comecei a desconfiar do que vinha pela frente, mas desta vez parece que eles acertaram, pois, o recomeço, se encaixa perfeitamente na proposta do filme.

O filme começa corrigindo seu pior erro. Para nós, que jogamos os jogos, já ficamos indignados com a falta de nexo nos filmes, mas o ápice foi ter dado aqueles poderes surreais para a personagem principal. Poderes esses que nem ela mesma às vezes suporta. Ela que pode matar quem ela quiser só piscando os olhos, prefere perder cerca de 10 minutos lutando e atirando como uma mera mortal. Tudo claro para nos impressionar com seus efeitos em 3D, que diga-se de passagem, é o melhor que o filme tem a oferecer. Depois de tanta esculhambação com os filmes, o diretor resolve que chegou a hora de tentar voltar as origens, matando assim não só todos os clones como de quebra tornou nossa heroína em humana novamente. Será que finalmente veríamos um filme digno do que foi o 1? Não se iluda.

Cuidado, contém Spoilers

O enredo é medíocre, os atores não tem carisma (Milla Jovovich parece piorar a cada filme). Pelo menos nossa eterna Claire voltou a ser ruiva e Crhris deu o ar da sua graça. O filme que deveria ser baseado no jogo que preza pelo seu suspense e pelo seu instinto de sobrevivência, parece que se baseio nos filmes Matrix. Balas voando em câmera lenta, golpes sensacionais, personagens desafiando a gravidade e outros efeitos dignos de um filme de ação. O problema é que a série não pertence a esse gênero. Outra coisa bizonha é o monstro que aparece no filme. Ele pertence ao jogo, mas simplesmente aparece do nado. Pelo menos ele nos deu uma ótima seqüência de ação.

A introdução do vilão Wesker é outro ponto positiva, apesar de ele lembrar muito o agente Smith (olha matrix denovo). O grande problema do filme é como as coisas acontecem. A história não é interessante e se não fosse as inúmeras cenas de ações e o excelente 3D(um dos melhores, diga-se de passagem), daria para tirar um cochilo. A incompetência do diretor é tão grande que ele consegui estragar uma das melhores surpresa do filme(conto mais embaixo).

Eles, para variar, deram um gancho para um quinto filmes, mas eles vão ter que repensar na história. Personagens eles tem. E história também. Que pelo menos, se eles quiserem criar algo, que eles peguem a essência da série. O filme é bom? Não. Recomendo assistir? Sim. Se você não é fã dos jogos, você provavelmente não vai se importar com esses defeitos e gostará do filme. Se você, assim como eu, gosta dos jogos, você vai assistir nem que seja para criticar. Se puder assistir em 3D, veja. Disso você não vai se arrepender.

Super Spoiler

Depois dos créditos tem uma cena extra. Uma mulher aparece. O problema é que a maioria das pessoas(inclusive eu) não a reconheceu, mas trata-se de Jill Valentine (do 2 filme). Agora porque ela estava de cabelos compridos, só Deus sabe.

!!!